domingo, 27 de janeiro de 2008

tal como sentimos...

Uma possível imagem


Numa perspectiva SWOT...

Análise SWOT

A análise SWOT destina-se a ser utilizada para analisar um cenário de planeamento estratégico seja ele elaborado para uma empresa ou produto. Tem como base o idioma inglês esta sigla corresponde a Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats). Para podermos ter em conta a estratégia de implementação do nosso produto no mercado passaremos à elaboração da análise SWOT.
Forças:
· Produto inovador, vasta rede de distribuição,
· Imagem moderna,
· Mercado em forte expansão,
· Uso de tecnologia de ponta,
· Elevada qualidade do produto,
· Expansão para mercado internacional.
Fraquezas:
· Primeiro produto do género lançado no mercado,
· Elevado custo de produção
· Elevado preço
Oportunidades:
· Maior crescimento de mercado,
· Consolidação do mercado internacional,
· Aposta em novos produtos complementares (software para crianças deficientes auditivos),
· Possibilidade de comparação com outros produtos que possam surgir depois,
· Parcerias a nível internacional,
· Renovação de imagem,
Ameaças:
· Concorrência no mercado por parte de outras empresas,
· Aparecimento de produtos semelhantes como melhorias em relação ao nosso produto,
· Preços mais baixo,

Diz o Marketing que...

O estudo prévio e bem elaborado do mercado no qual o produto será inserido é uma das principais vantagens para o seu sucesso. Tendo em conta o produto que pretendemos lançar, um software o CAE (Classificação das actividades Económicas), respectivo insere-se na Divisão 72 – Actividades Informáticas Conexas, classe 72210 – Edição de programas Informáticos. O nosso mercado tem como público-alvo, os deficientes auditivos, instituições sociais e órgãos governamentais. Em relação ao BEP (Break even point), tomamos como medida o prazo médio de retorno de investimento ou seja, cinco anos.

É curioso saber que...

Surdo ou “Surdo-mudo”?
É natural chamar a um surdo, “surdo-mudo” o que é um erro uma vez que um surdo fala, mas de uma forma diferente dos ouvintes, porque fala com as mãos e com a expressão facial (para além da leitura dos lábios), que revela logo uma parte substancial do que se pretende comunicar, não sob a forma oral, que os ouvintes estão habituados.


O surdo não fala porque não ouve?
Costuma-se dizer que o surdo não fala porque não ouve. Mas na verdade, apesar de não os ouvirem, muitos surdos exprimem sons. Um surdo com uma elevada eficácia terapêutica e com muito treinamento, pode desenvolver vocalizações. Existem também diferenças entre as pessoas que nasceram surdas e as que ficaram surdas depois de terem começado a ouvir tendo o surdo de nascença, a língua gestual portuguesa como língua materna enquanto que a língua portuguesa passa a ser a sua segunda língua. Pessoas que não nasceram surdas têm como língua materna a língua portuguesa e podem ainda aprender a língua gestual portuguesa, tendo a particularidade de conseguirem falar, porque aprenderam a língua portuguesa anteriormente.

Língua Gestual é universal?
A língua reproduz a sua Cultura, como tal, cada país possui a sua própria língua. Como os surdos portugueses têm uma cultura própria, a língua gestual portuguesa é diferente de todas as outras línguas gestuais. Apesar de cada língua ser própria de cada cultura, os surdos de diferentes nacionalidades conseguem estabelecer comunicação. Um exemplo: se um ouvinte Português encontrar um ouvinte Alemão e ambos não falarem outra língua que não a sua própria língua materna, dificilmente conseguirão entender-se. Mas se um surdo português encontrar um surdo alemão, a probabilidade de conseguirem comunicar é muito maior, mas este facto não faz com que a língua gestual seja universal.

Interessa-lhe saber...

Cuidados a ter na comunicação com surdos

Utilizar Língua Oral + Gestual e/ou mímica.
Falar de frente e face à luz. (contra luz é impossível de se fazer compreender)
Distância média ideal para se comunicar: 1,50m ao nível da cara.
Usar frases simples e curtas.
Falar claro, com boa dicção e devagar.
Articular bem os gestos, sem exagerar os movimentos articulatórios, de forma a não os alterar.
Utilizar toda a espécie de apoios à linguagem: imagens, esquemas, resumos, dramatizações, quadro negro, caderno, retroprojector, slides, computadores, etc. (As novas tecnologias são sempre um recurso muito bom.)
Não ser estático, pelo contrário ser o mais expressivo possível (a expressão facial e corporal é um terço da mensagem, por isso exprimam-se!).
Dizer sempre qual é o tema de conversa. (assim torna a coisa muito mais fácil).
Certificar-se que o receptor compreendeu a mensagem.
Falar só quando o receptor estiver a olhar para o emissor.
Não falar alto. (não vale a pena falar alto para um surdo, porque não é por isso que ele vai ouvir o que temos para dizer, para além do facto de falar muito alto esconde as expressões adequadas).
Não utilizar frases telegráficas ou palavras soltas.
Repetir sempre que necessário, utilizando varias estratégias, até o receptor compreender a mensagem.
Evitar deslocar-se constantemente, quando falar.
Quando falar com um surdo, e em especial com uma criança surda, evite tapar a boca com a mão, estar a mastigar, fumar, etc. Isso vai provocar confusão!
Nunca tente uma conversa ou uma brincadeira com uma criança surda, sem que esta entenda (enfim, é valido para qualquer criança...).
A constante fadiga, inactividade, e o “estar sempre na Lua” devem ser tomados como um alerta para algum problema de audição que a criança possa ter.

Funcionamento...

Depois do processo de pesquisa, que nos permite aprofundar os nossos conhecimentos na área da língua gestual portuguesa e compreender melhor o funcionamento da comunicação entre as pessoas com deficiências auditivas, vamos passar para a segunda etapa do programa de trabalho que é a mediatização de conteúdos. Será necessário seleccionar e definir os dados recolhidos na pesquisa de acordo com as necessidades para o desenvolvimento do projecto.
Teremos de analisar o funcionamento de um sistema operativo e definir quais os dados que vão ser alvo da "tradução" para língua gestual. Será nesta fase que definimos quais são os ícones com mais importância e mais utilizados, quer no ambiente de trabalho, quer nos diferentes programas associados ao sistema operativo com o qual o nosso software irá funcionar, que deverá ser o Windows pois é o sistema operativo mais utilizada à escala planetária o que nos permitirá alcançar um maior número de possíveis utilizadores.
Depois de definir os conteúdos teremos de passar às gravações dos filmes explicativos recorrendo a uma pessoa que domine a língua gestual portuguesa, a qual irá interpretar a informação necessária explicativa de um determinado conteúdo, por exemplo, um ícone do ambiente de trabalho como O MEU COMPUTADOR certamente será traduzido para língua gestual, sendo que nós iremos definir qual será a informação útil para uma pessoa surda ao passar com o rato por cima daquele ícone, provavelmente o ícone O MEU COMPUTADOR terá associado o vídeo de língua gestual onde é transmitida a seguinte frase: “Neste ícone poderás aceder ao disco do teu computador e a todas as pastas onde estão guardados os teus ficheiros”. Será então nesta fase que vamos definir todos os conteúdos necessários para desenvolver o software procurando torná-lo o mais universal possível.